quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ouvi minha oração



Deus vos salve, sagrada Virgem pia,
de graça toda cheia, o grão Senhor
do céu, do mar e terra Criador.
convosco é em vossa companhia.

Bendita entre as mulheres sois, Maria,
bendito Jesus, nosso Salvador,
fruto do vosso ventre, que sem dor
nasceu em pobre lapa, em noite fria.

Ó Virgem Mãe de Deus, intercessora
dos míseros mortais e advogada
de quem da culpa segue a triste sorte,

ouvi minha oração, pia Senhora,
rogai por mim a Deus, de mim lembrada,
e por todos em nossa vida e morte.

Frei Agostinho da Cruz

Imagem: Nossa Senhora da Conceição, séc. XVIII. Autor desconhecido. Em exposição no Museu de Arte do Rio - MAR

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bendita sois vós entre as mulheres



No último dia de maio, festa da Santíssima Trindade, festejamos a visitação de Maria a sua prima Isabel.

 “Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanhas, para uma cidade da Judeia.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? De fato, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio’ “ (Lc 1, 39-44).

 É este o grito de alegria de Isabel “Cheia do Espírito Santo” (Lc 1, 41).

É a sua resposta à saudação de Maria que tinha entrado em sua casa para lhe dizer: “Isabel, também eu vou ser mãe! Cumpriu-se o que estava prometido, aquilo que os profetas tinham anunciado, que os nossos pais guardaram através dos séculos, está aqui no meu seio”.

Para dar esta notícia à sua idosa parente e para ajudá-la, Maria veio quase a correr (Lc 1, 39), atravessando montes, desde Nazaré na Galileia, até Ain Karem, nas colinas da Judeia, separadas por cerca de cem quilômetros.

Uma viagem longa e cansativa, andando a pé na caravana, guardando no coração um grande segredo.

Mas agora, o anúncio que novos dias chegaram, porque Deus se fez homem, no seio de uma jovem de Israel, não terminará jamais. Será cantado pelos anjos em Belém, e ressoará ao longo dos tempos em todos os lugares do mundo pela voz daqueles que de Maria o acolheram.

Quando se tem Jesus consigo sente-se impelido pela exigência de o levar aos outros, sendo sempre este anúncio um motivo de alegria e fonte de salvação. “Eis – disse Isabel – apenas a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, e o menino saltou de alegria no meu ventre” (Lc 1, 44).

Isabel sabe que a maternidade é um maravilhoso dom de Deus, mas reconhece que a maternidade de Maria é infinitamente maior: “Como é possível vir ter comigo a mãe do meu Senhor?” Por que é que Maria vem servir-me? Eu é que teria de ir contigo: pois aquele que trago no ventre está destinado a preparar o caminho ao teu filho (Cf. Lc 1, 17).

Ele não é a luz: o meu filho vem para dar testemunho da luz (Jo 1, 8).

Fonte: A Ave-Maria, de Gianni Sangalli

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Nossa Senhora Aparecida no Santuário de Fátima



Agência Eclesia, 12/5/2015

O cardeal brasileiro D. Raymundo Damasceno Assis, presidiu hoje em Fátima à cerimónia de entronização de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, sinal da “união” entre Portugal e Brasil.

“Queremos que a presença desta imagem seja sinal da união destes povos, portugueses e brasileiros, que estão unidos profundos laços históricos, pela mesma fé, pelo mesmo amor a Nossa Senhora”, declarou o arcebispo de Aparecida.

O presidente da peregrinação internacional do 13 de maio rezou pela paz e colocou sob a proteção da Virgem Maria o próximo Sínodo sobre a família, que vai decorrer em outubro, no Vaticano.
O cardeal brasileiro explicou a devoção que nasceu em Aparecida há 300 anos, cuja importância “foi crescendo, ao ponto de exigir a construção de uma nova basílica”, para celebrar em 2017 os 300 anos do encontro desta imagem.

A celebração que marcou o início da peregrinação contou com a presença de milhares de pessoas, incluindo 128 grupos organizados de 29 países.

D. António Marto também rezou pela paz e evocou os "mártires" de hoje que são perseguidos por causa da sua fé em Jesus Cristo.
“Nossa Senhora Aparecida, abençoai este povo que ora e canta, abençoai todos os vossos filhos, abençoai Portugal e o Brasil”, rezou.

A entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida faz parte das comemorações dos 300 anos do “achamento” da imagem da “Mãe Aparecida no rio Paraíba do Sul”, que será celebrado em 2017.

Estas celebrações realizam-se em conjunto com o Santuário de Fátima que em 2017 comemora o centenário das aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos.

A imagem foi colocada numa das entradas principais do santuário, na Cova da Iria.

“Ao entronizarmos esta imagem de Nossa Senhora Aparecida nesta entrada do recinto do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Fátima, queremos que ela permaneça aqui para sempre, lembrando-nos a todos que ela é nossa mãe”, explicou D. Raymundo Damasceno Assis, no final da cerimónia.

Com o cardeal-arcebispo de Aparecida e o bispo auxiliar D. Darci José Nicioli peregrinaram ao santuário português cerca de 400 pessoas.

Na conferência de imprensa de lançamento da peregrinação do 13 de maio, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, citou Bento XVI para falar de Aparecida como “coração mariano do Brasil” e de Fátima como “coração espiritual de Portugal”.

O prelado falou desta cerimónia de entronização como um “momento emocionante e feliz” de celebração da devoção a Nossa Senhora, que recorda a “dignidade única e preciosa de cada ser humano, sobretudo dos pobres”.

“Que sejam centenários de bênçãos para Portugal e para o Brasil”, desejou.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Mês de Maria



Maio, mês de Maria
Mês das mães
Dos maios nas janelas da infância
Dos lírios dos vales...
Salve Maria!
Mãe grandiosa
Esperança guia
Intercessora de todas as horas
Leva a teu filho amado
Jesus
Nossa prece
Pelos nossos filhos
Pela paz do mundo.

Imagem - "Maios", de Internet

sábado, 4 de abril de 2015

Contemplação Virgem Dolorosa



O príncipe dos poetas, Camões, em versos pungentes, se une à dor da Virgem com o filho crucificado. E, numa súplica, apela a todos que, pela Paixão de Cristo, independentemente das crenças, se unam numa só fé.

[...]
Mas qual será o humano que as querelas
Da angustiada Virgem contemplasse,
Sem se mover a dor e mágoa delas?

E que dos olhos seus não destilasse
Tanta cópia de lagrimas ardentes,
Que carreiras no rosto sinalasse?

Oh quem lhe vira os olhos refulgentes
Convertendo-se em fontes, e regando
Aquelas faces belas e excelentes!

Quem a ouvira com vozes ir tocando
As estrelas, a quem responde o Céu,
Co'os acentos dos Anjos retumbando!

Quem vira quando o puro rosto ergueu
A ver o Filho, que na Cruz pendia,
Donde a nossa saúde descendeu!

Que mágoas tão chorosas que diria!
Que palavras tão míseras e tristes
Para o Céu, para a gente espalharia!

Pois que seria, Virgem, quando vistes
Com fel nojoso, e com vinagre amaro
Matar a sede ao Filho que paristes?

Não era este o licor suave e claro,
Que para o confortar então daríeis
a quem vos era, mais que a vida, caro.

Como, Virgem Senhora, não corríeis
A dar as puras tetas ao Cordeiro,
Que padecer na Cruz com sede víeis?

Não era só, não, esse o verdadeiro
Poto, que vosso Filho desejava.
Morrendo por o Mundo em um madeiro;

Mas era a salvação que ali ganhava
Para o misero Adão, que ali bebia
Na fonte que do peito lhe manava.

Pois, ó pura e Santíssima Maria,
Que, enfim, sentistes esta mágoa quanto
A grave causa dela o requeria;

Dessa Fonte sagrada, e peito santo,
Me alcançai uma gota, com que lave
A culpa que me agrava, e pesa tanto.

Do licor salutífero, e suave
Me abrangei, com que mate a sede dura
Deste mundo tão cego, torpe, e grave.

Assim, Senhora, toda criatura
Que vive, e viverá, e que não conhece
A Lei de vosso Filho a abrace pura;

O falsíssimo herege, que carece
Da graça, e com danado, e falso espírito
Perturba a Santa Igreja, que floresce;

O povo pertinaz no antigo rito,
Que só o desterro seu, que tanto dura,
Lhe diz que é pena igual ao seu delito;

O torpe Ismaelita, que mistura
As Leis, e com preceitos tão viciosos
Na terra estende a seita falsa, e impura;

Os idolatras maus, supersticiosos,
Vários de opiniões, e de costumes,
Levados de conceitos fabulosos;

As mais remotas gentes onde o lume
Da nossa Fé não chega, nem que tenham
Religião alguma se presume;

Assim todos, enfim, Senhora, venham
A confessar um Deus crucificado,
E por nenhum respeito se detenham.

E de um, e de outro o vício já deixado,
O seu Nome, co'o vosso neste dia,
Seja por todo o Mundo celebrado:
E respondam os Céus: JESUS, MARIA.

CAMÕES, in Poesias Líricas Selectas. Disponível no seguinte endereço
Imagem: Pietà de Bouguereau

quarta-feira, 25 de março de 2015

O "Sim" de Maria


25 de março - Anunciação do anjo à Virgem Maria

Logo que Maria pronunciou o "Fiat", os céus abriram-se, o Verbo fez-se carne e os homens tiveram um Salvador.
Bossuet

segunda-feira, 9 de março de 2015

Maria no Dia Internacional da Mulher - Oração




Oração - Homenagem ao Dia Internacional da Mulher 

Toda mulher carrega em si um pouco de Maria, Nossa Senhora mãe de Jesus, mãe de todos nós.
Roga por tudo, que tudo é teu.  
Por cada coisa, por cada ser, pelos que cantam, pelos que choram, pelos que te esquecem e pelos que te imploram.
Santa Maria, Nossa Senhora, mãe do tamarineiros, dos riachos, manguezais, dos dendeseiros bonitos, Maria dos canaviais.
Maria das fontes limpas, Maria das cachoeiras, Maria das águas claras que brincam por sobre os seixos.
Maria do Subaé, das águas tristes, pesadas.
Maria dos barcos, canoas, de velas cheias de ventos, Maria dos pescadores.
Maria das canas doces, dos alambiques, do mel.
Maria das flores e folhas, das sementes, dos espinhos.
Maria de cada casa e de todos os caminhos.
Maria de nossa infância, 
Maria de toda gente,
Maria de todo o amor,
Maria de cada igreja, de azulejos, alfaias, redomas e lindos altares.
Maria das procissões, das festas, das romarias, dos cânticos, da alegria.
Maria de cada noite,
Maria de todo o dia, das praças, coretos, cinemas.
Maria dos meus amores, dos meus sobrados tristonhos, dos meus mais doces sonhos.
Maria dos seresteiros, dos cantadores, poetas.
Maria dos sinos plangentes.
Maria das torres acesas, das palmeiras solitárias, das pontes, muringas e rios.
Maria de todo sonho, de música e harmonia, dos pratos e dos pandeiros, das festas de fevereiro.
Maria das chegadas e também das despedidas.
Maria de todas as vidas,
Maria de todas as horas.
Maria, Nossa Senhora, mãe do menino Jesus, rainha de toda luz, cuida de tudo que tudo é teu.

Fonte: Homenagem da Rede Aparecida de Comunicação para o Dia Internacional da Mulher (8/3/2015)
Foto: Lírio da paz (mlc)